Terraço Verde




O Terraço Verde está alicerçado na sustentabilidade, constituindo um espaço aberto à visitação, integrando um laboratório de agroecologia urbana, orientado pela permacultura e fomentando um núcleo ecopedagógico transdisciplinar vinculado às iniciativas de educação ambiental locais, integrando o verde e o vivo com as pessoas que trabalham, estudam e habitam ao seu redor, sendo ainda um ponto referencial de ecoturismo, discussão, ensino, eventos e cursos, gerador de ciência, interação com instituições afins e profissionais que desenvolvem e aplicam idéias inovadoras na questão da sustentabilidade alimentar e energética dos centros urbanos nacionais e internacionais, em busca da melhoria na qualidade de vida e no convívio humano local.
Busca-se então um melhor aproveitamento das áreas urbanas como fontes de alimentos produzidos sobre lajes, da mitigação dos efeitos das “ilha de calor”, eficiência energética e resgate da vivência do cidadão urbano com a natureza. O projeto contempla especialmente os conceitos da agricultura urbana sobre as edificações, utilização de energias renováveis e a concentração e difusão de conhecimentos afins.

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Zona de Raízes


Localizada na cidade de Piraquara - PR, a Estação Manduri de Permacultura, recebeu durante a páscoa de 2012 alguns permacultores que muito bem dispostos deram continuidade na execução do sistema de tratamento de esgoto conhecido como zona de raízes. A prioridade deste sistema foi o uso de materiais descartados nas caçambas de lixo da cidade de Curitiba. Com esta visão, durante um bom tempo, o permacultor Felipão, garimpou pelas ruas da capital paranaense, telas, pneus e entulhos para execução do sistema.

Colheita


Ervilhas frescas e deliciosas colhidas na horta da estação Jaguatirica...cultivadas com muito amor...gratidão a  nossa generosa Mãe Terra...ahoooo!

Paiol de Tela

     Um problema na estação permacultural Jaguatirica, era armazenar o milho e manter os ratos distantes dele. Depois de muitas conversas e observações nas casas dos agricultores do grupo de agroecologia que participamos, pudemos finalmente fazer nosso paiol de tela.   


Feito sobre cepos de imbuia derrubados pela Companhia de Eletricidade, o restante da estrutura foi feito 100% em peças de eucaliptos que foram cortados em Lua minguante de inverno e protegidos com garrafas pet (aquecidas com lança chamas) nas extremidades. Todas as peças foram unidas com barras roscadas e rodeado por uma tela de galinheiro para segurar o milho dentro do paiol. A cobertura foi feita com capim Santa Bárbara e o assoalho com 12 pallets, a 1,20m do chão. Estes pallets, podem ser encontrados nas ruas das grandes cidades, nos lixos de construções.
     Para os ratos não subirem pelos cepos, sobre eles foram colocadas laterais de tambores plásticos velhos que armazenavam óleo, o que não permite a passagem dos roedores para o assoalho. Outro cuidado foi afastar o paiol de árvores, de maneira a impedir que os ratos subam nelas e pulem para a estrutura.
     Outra vantagem do paiol é a ventilação, que não permite que o milho fique úmido ou aquecido, evitando seu apodrecimento ou a eclosão de ovos de carunchos.

Banheiro Compostável

Também conhecido como banheiro seco, esta instalação evita a contaminação do meio ambiente com dejetos humanos. Esta solução é muito eficaz, principalmente em áreas rurais, por não possuírem redes de saneamento básico. Como existem diversos modelos de saintários compostáveis, sugerimos sempre a execução do modelo que você conheça os detalhes construtivos, de funcionamento e de manutenção.


No exemplo da foto podemos ver o banheiro que usa tambores substituíveis. Estes tambores quando cheios são removidos para um local com Sol, buscando a eficiência do processo de compostagem.
Durante uma reunião do grupo na estação Manduri, uma das atividades foi a execução deste sanitário compostável pois o local escolhido não recebia muitos raios solares.

Intervenção

Como recebemos as fotos faz pouco tempo, apesar de ter acontecido no Carnaval, resolvemos mostrar e relatar as diversas atividades que aconteceram na Colônia Witmarsum. Lá, o sortudo do seu Rudi concedeu sua casa para uma intervenção permacultural, que rendeu coisas interessantes como uma zona de raízes para tratar o esgoto, um móvel em bambu, uma estrutura para aumentar a casa também em bambu e uma mexida no jardim com direito a espiral de ervas. 


Esta foto, mostra o pessoal do Instituto de Permacultura do Paraná após a aula de corte e manejo do bambuzal, realizando uma prevenção contra brocas e cupins, que é feita com um lança chamas para queimar o amido existente no interior dos colmos.

Milho Crioulo Orgânico

Na estação Jaguatirica de permacultura existe o cultivo e proteção de Milho Crioulo, da variedade conhecida como PALHA ROXA. Uma das características deste milho, além da palha roxa, é a altura da planta e o grande tamanho de suas espigas.


Assim que terminarmos a construção do paiol de tela, iniciaremos a colheita e seleção das melhores sementes para plantio na próxima safra. Para garantir a não contaminação desta roça, observamos e conversamos com os vizinhos de maneira a deixar uma janela de 40 dias entre os plantios, além de preservar sempre as barreiras verdes e plantar afastado de outras roças de milho, evitando-se assim o cruzamento entre variedades, práticas da permacultura e da agroecologia.