Criança que colhe, come!


  Um vídeo bem simples, mas inteligente, porque aborda uma excelente reflexão sobre a relação que mantemos com nosso alimento.

 Alimentos industrializados e Fast food são para os fracos!

Nós vamos ensinar nossos filhos a semear, cuidar, colher e comer. Afinal, esse é um bom ciclo para quem deseja uma saúde de ferro e pretende estreitar os laço com a natureza.

Produzir o alimento sagrado de cada dia é um pequeno passo de consciência.

Por tanto, cultive seu próprio alimento, você também pode!

IPEPA NA MÍDIA


No último dia 17, o Ipepa foi notícia no blog Observatórios SESI/SENAI/IEL.

AGROFLORESTA COMO LE GUSTA

Aconteceu nos dias 07 e 08 de setembro na estação permacultural Nhanderu' ete" em Campina Grande do Sul, o curso de agrofloresta voltado ao bioma da mata de araucárias (ombrófila mista), no qual compareceram alunas e alunos de diferentes idades e diferentes experiências de vida. O importante desta passagem de conhecimento, foi o convívio dos envolvidos com a mãe Terra, onde puderam perceber que não estão à margem dos ecossistemas mas sim que deles fazem parte.

Aula teórica ao ar livre - Professor João Minuzzo
Foto: João Paulo Santana

Organizado em parceria com a ONG Pachamama, a vivência foi ritmada pelo resgate do lúdico e da arte em nossas ações cotidianas, praticadas pelos povos andinos do passado e atualmente suprimido pelas civilizações contemporâneas. 

Aula prática na floresta - Professores Rafael S. Cabreira e Felipe Sidlecki
Foto: João Paulo Santana

Durante o curso os alunos foram introduzidos a alguns conceitos permaculturais, eficiência energética dentro de sistemas antrópicos, padrões da natureza, sucessão vegetal, cuidado do solo, adubação verde, etc.

Sabão caseiro

     Como se fazia nos tempos da vovó, no sábado 31/08 o pessoal da Estação Jaguatirica e do Assentamento Madre Cristina, foram até a comunidade de Barra Bonita em São João do Triunfo para construir um fogão "rocket" e para aprender a fazer sabão caseiro.
     Com ingredientes simples e bastante óleo vegetal usado, foi possível fazer mais de 50 litros de detergente líquido caseiro e sabão em pedra como se fazia antigamente. Como em algumas receitas se utiliza água, surgiu a ideia de se utilizar chá de plantas aromáticas, o que conferiu cor e aroma nas receitas.


Sabão líquido sendo feito



Filtrando o óleo usado

     A vantagem destes tipos de sabão, é poder dar uma destinação adequada ao óleo vegetal usado, ter um sabão de alta eficiência disponível a um baixo custo, além de se divertir e encontrar os amigos para a elaboração das receitas.  

Fogão foguete (ROCKET STOVE)

     O fogão foguete ou "rocket stove" como é chamado em inglês, é uma reinvenção do fogão a lenha tradicional. Trata-se de uma estrutura simples, construída em um formato que busca criar uma turbulência no ar que é aspirado pelo sistema, fazendo-o voltar para a queima antes de subir pela chaminé. O resultado é um fogão que produz mais calor com menos lenha pois os gases que não queimam completamente no fogão comum (característicos da fumaça branca), são redirecionados para a chama fazendo com que exista uma melhor eficiência da combustão, menos uso de lenha e também a emissão de gases menos agressivos na atmosfera.

Preparo da massa

     Depois de uma longa viagem, alguns moradores do Assentamento Madre Cristina em São João do Triunfo, acompanharam os permacultores João Paulo e Carla Simas da estação Jaguatirica, em um curso de fogão foguete que aconteceu em Florianópolis - SC.
     Facilitado por integrantes da Mística Andina que vieram da Argentina especialmente para o curso, os alunos puderam aprender desde o preparo da massa (argila, areia, esterco e palha) até as proporções que devem ser seguidas para o bom funcionamento do fluxo de ar pelo equipamento.

A estrutura base

     Após o preparo da massa, se executa a base do fogão, calculando a altura desejada da chapa e descontando o espaço que será ocupado pelo coração do foguete que possui o formato em "L". Podendo ser feito em qualquer material, porém preferencialmente em tijolos refratários, o coração do foguete deve ficar imediatamente abaixo da chapa como mostra a próxima imagem.

O coração do foguete

     Após ser locado o coração do foguete, o vazio em seu redor deve ser preenchido com material que isole termicamente o restante da estrutura e neste caso foi utilizado cinzas de lenha. após esta etapa pode ser então colocada a chapa de ferro fundido e o fogo já pode ser iniciado.

Fogão acabado

     Reparem nesta última imagem que existe uma lâmina metálica dobrada que serve para permitir o fluxo contínuo de ar por baixo da alimentação de lenha que é realizada. Logo subiremos no olho mágico um vídeo demonstrando o funcionamento do fogão.
     

Mudinhas de Erva-Mate


     Ontem fomos buscar no município de São Mateus do Sul as tão aguardadas mudas de erva-mate. Estas mudas terão o papel principal dentro do desenvolvimento de nossa primeira agrofloresta, que será baseada em erva-mate, pindó, cereja, bracatinga, butiá, pitanga e é claro, as araucárias (mães desta floresta), sem esquecer também das abelhas nativas da espécie mandaçaia.
     Após o curso de agrofloresta feito com Ernst Götsch, resolvemos aplicar os conhecimentos adquiridos, no bioma da floresta ombrófila mista onde se localiza a Estação Jaguatirica de Permacultura. A Estação fica a aproximadamente 11 Km das margens do Rio Iguaçú, conhecida pelos famosos ervais de erva cambona.
     Com o objetivo de reproduzir as adversidades da floresta nativa e de igual maneira, obter um chimarrão e chá mate de qualidade, buscamos manejar a floresta de maneira a permitir um sombreamento parcial do futuro erval que será iniciado pouco antes do inverno. Para isto, escolhemos uma encosta voltada para o leste, onde segundo o professor Ernst, receberá os raios de Sol mais benéficos para o sistema.
     A disposição das linhas de mulch (também conhecido como matumbo), foi realizada com o uso do instrumento Pé de Galinha, utilizado para identificar as curvas de nível em um terreno. Desta maneira, evitamos a erosão superficial que levaria os nutrientes do solo para dentro dos cursos de água.
     Logo postaremos estas imagens que estão interessantíssimas.

Terraço Verde




O Terraço Verde está alicerçado na sustentabilidade, constituindo um espaço aberto à visitação, integrando um laboratório de agroecologia urbana, orientado pela permacultura e fomentando um núcleo ecopedagógico transdisciplinar vinculado às iniciativas de educação ambiental locais, integrando o verde e o vivo com as pessoas que trabalham, estudam e habitam ao seu redor, sendo ainda um ponto referencial de ecoturismo, discussão, ensino, eventos e cursos, gerador de ciência, interação com instituições afins e profissionais que desenvolvem e aplicam idéias inovadoras na questão da sustentabilidade alimentar e energética dos centros urbanos nacionais e internacionais, em busca da melhoria na qualidade de vida e no convívio humano local.
Busca-se então um melhor aproveitamento das áreas urbanas como fontes de alimentos produzidos sobre lajes, da mitigação dos efeitos das “ilha de calor”, eficiência energética e resgate da vivência do cidadão urbano com a natureza. O projeto contempla especialmente os conceitos da agricultura urbana sobre as edificações, utilização de energias renováveis e a concentração e difusão de conhecimentos afins.

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